A Direcção da Organização Regional de Braga do PCP reuniu para fazer a avaliação da situação social no distrito.

22-09-2010 18:14

 A Direcção da Organização Regional de Braga do PCP reuniu para fazer a avaliação da situação social no distrito, destacando o agravamento dos seus principais traços – destruição do aparelho produtivo; desemprego; dificuldades para os trabalhadores e o povo – bem como o ataque a serviços públicos por parte do Governo. Analisou ainda as tarefas futuras, designadamente as Eleições Presidenciais e a Campanha Portugal a Produzir.

Dos Varios assuntos que nos enviaram num comunicados destaca-se o seguinte:

 

1.    Serviços Públicos e funções sociais do Estado sob forte ataque

A DORB tomou contacto com inúmeros exemplos de ataques que o Governo do PS tem vindo a fazer aos serviços públicos e às funções sociais do Estado, com particular incidência nas últimas semanas no distrito.

Ao contrário do que afirma o Ministério da Educação, também aqui, o ano lectivo não começou bem.

Não começou bem, pela imposição de mega-agrupamentos escolares que colocam em causa as condições de educação e ensino, bem como os direitos dos trabalhadores das escolas. Mega-Agrupamentos que, como é público não contaram com o apoio das comunidades educativas, designadamente pais e professores.

Não começou bem, em diversas escolas encerradas, com as crianças a serem obrigadas a deslocações quando tinham escolas com condições, nas suas terras.

Não começou bem, nas escolas com falta de professores ou de funcionários, com falta de cantinas, etc.

Apenas a título de exemplo poderemos citar as escolas de Vade/Atães; EB1 Caires/Amares; Silva/Barcelos (onde faltam professores para garantir o bom funcionamento das turmas); Coucieiro/Vila Verde (onde o Governo, apesar de uma providência cautelar que deu razão aos pais, insiste em manter a escola fechada; Lamaçães/Braga (onde o ano lectivo abriu sem funcionários para apoio às crianças com necessidades educativas especiais); A escola Secundária Francisco de Holanda/Guimarães (onde as obras se arrastam obrigando os alunos a ter aulas em contentores e nas instalações do Estádio. 

2.    Jerónimo de Sousa em Braga em Comício

Num quadro em que o desemprego continua a crescer (em Agosto ao contrário do que habitual, aumentou em mais de mil os inscritos nos Centros de Emprego do distrito), em que continuam a encerrar empresas e a serem destruídos postos de trabalho (de que os despedimentos na Desicolor – Braga, e na Gianto – Vila Verde, são apenas meros exemplos), a DORB sublinha que o caminho é a defesa da produção nacional pelo que destaca a Campanha Nacional do PCP “Portugal a Produzir”, que será lançada no distrito de Braga, no próximo sábado, num comício com Jerónimo de Sousa, na Avenida Central de Braga.

Esta Campanha, procurando contrariar a ideia de que o principal problema do país é o défice das contas públicas, destina-se a afirmar o valor estratégico da produção nacional como resposta aos problemas do país no plano do emprego, da soberania e do desenvolvimento.

Uma campanha que visa dar expressão pública a um programa de medidas que dinamizem o aparelho produtivo e afirmem um outro rumo para o País.

 

3.    Francisco Lopes – candidatura patriótica e de esquerda

A DORB constatou o desenvolvimento da afirmação da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República, única que, no panorama actual, afirma a necessidade de uma ruptura com o rumo dos últimos 35 anos da vida nacional.

Com a recolha de assinaturas para entregar no Tribunal Constitucional a apoiar a candidatura, abre-se uma nova fase que colocará na rua os apoiantes do candidato Francisco Lopes, afirmando-a como a candidatura patriótica e de esquerda, que se dirige a quantos são atingidos por essa política, a todos os democratas que aspiram a um Portugal de progresso e justiça social.

 

4.    A Luta é o caminho

Tendo presente o gravíssimo momento que se vive no distrito, em que alastra o desemprego, as bolsas de pobreza e as dificuldades, para as quais entidades diversas, onde se destaca a Igreja Católica, têm chamado a atenção; alertando para o sério risco de, com a actual dramatização da situação das contas públicas, o Governo e o PSD estarem a preparar uma nova e mais violenta vaga de ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo, no quadro do Orçamento de Estado para 2010; sabendo que a única linguagem que o Governo e a direita compreendem é a da luta de massas e da participação dos que acham que é o momento de dizer basta de tantas injustiças; a DORB apela à mobilização popular contra estas medidas, designadamente à participação na oportuna jornada de Luta de 29 de Setembro, promovida pela CGTP-IN, que levará ao Porto milhares de trabalhadores dos vários distritos do Norte do País.

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